Policiais Civis do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, apreenderam na manhã desta segunda-feira (4) o quarto adolescente identificado como um dos envolvidos no caso de abuso contra duas crianças, ocorrido na semana passada, na zona leste de São Paulo. Um suspeito adulto já havia sido preso no fim de semana.

O adolescente, de 15 anos, foi localizado no bairro Ermelino Matarazzo, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado entre a madrugada e a manhã. Ele foi encaminhado à delegacia acompanhado da mãe.

Outros três adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, já haviam sido apreendidos por participação no crime. O suspeito adulto, de 21 anos, foi preso temporariamente em Jequié, na Bahia.

A Polícia Civil realiza tratativas com as autoridades baianas para viabilizar a transferência do investigado para São Paulo.

O adolescente apreendido nesta segunda-feira será encaminhado à Fundação Casa.

Identificação dos envolvidos em menos de cinco dias

A Polícia Civil de São Paulo identificou, em menos de cinco dias, os cinco envolvidos em um caso de abuso contra dois meninos, de 7 e 10 anos, ocorrido no fim de abril em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. A rápida resposta foi resultado de uma força-tarefa coordenada pelo 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), que mobilizou equipes de investigação, análise de imagens e diligências em diferentes cidades.

Ao todo, foram identificados quatro adolescentes e um adulto, de 21 anos. Três menores já haviam sido

Dr. Osvaldo Nico Gonçalves – Secretário da Segurança Pública – Foto: Jornal g8

apreendidos — dois na capital e um em Jundiaí —, enquanto o suspeito maior de idade foi preso temporariamente na Bahia com apoio das forças de segurança locais. A Polícia Civil atua agora para transferi-lo a São Paulo. O quarto adolescente foi apreendido nesta segunda-feira.

“Foi um trabalho que garantiu uma resposta rápida. Todos foram identificados rapidamente e agora serão punidos por esse crime”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em coletiva de imprensa realizada neste domingo (3).

Autoridades à frente do caso explicaram que a investigação se iniciou a partir de imagens que circulavam nas redes sociais. “As famílias estavam sendo pressionadas a não denunciar. Identificamos os envolvidos e representamos pela prisão e apreensão”, explicou a delegada Janaina da Silva Dziadowczyk, do 63° DP.

Esse trabalho incluiu coleta de provas e depoimentos, reconhecimento fotográfico e trabalho de campo para embasar as medidas judiciais. “Naquele primeiro momento não tínhamos praticamente nada além das imagens, e em poucos dias tudo foi esclarecido”, destacou o secretário Nico.

As investigações também apuram a divulgação dos vídeos nas redes sociais e possíveis ameaças feitas contra familiares das vítimas. Segundo a polícia, essa será a próxima etapa do inquérito. A orientação é para que a população não compartilhe esse tipo de conteúdo e procure diretamente as autoridades.

O caso segue em investigação para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos.

Por Isabelle Amaral – SSP

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Márcio Costa, jornalista e radialista, inicia sua carreira em 1983 como locutor noticiarista em Sorocaba. Em Atibaia, em 1988, implanta um formato inovador na FM local com entrevistas e transmissões ao vivo. Em São Paulo, atuou em rádio e televisão por mais de 25 anos. Em 2015, cria o jornal g8.