Por: Gabriella Ianelli
A Petrobras anunciou na última sexta-feira (13) um aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel para as distribuidoras, medida que pressiona ainda mais o preço dos combustíveis em todo o país.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) informou que não haverá redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre combustíveis.
A justificativa do Comitê é que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto “não costumam ser repassados ao consumidor final”.
Isenção de PIS e Cofins
O governo federal anunciou, na última semana, que diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, não cobrará impostos (PIS e Cofins) sobre esse combustível.
Diante disso, os produtores e fornecedores terão que comprovar ao governo que estão repassando a isenção dos impostos.
O reajuste já está valendo desde sábado (14), mas o aumento já é percebido pelos consumidores nos postos.
Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) desde o início da guerra o preço médio do diesel tem subido mais de 12,7% nos postos.
Por que o valor aumenta?
O aumento do valor dos combustíveis no Brasil é impulsionado principalmente pela cotação do petróleo internacional (tipo Brent), que sobe devido a tensões internacionais. A valorização do dólar frente ao real, a política de paridade internacional da Petrobras, e a alta carga tributária (ICMS e impostos federais) também impactam o preço final ao consumidor.
Greve dos caminhoneiros
A ameaça de uma nova greve de caminhoneiros volta a ser uma saída dos motoristas em meio à alta do diesel e à insatisfação com o valor dos fretes.
O principal motivo da mobilização é a disparada no preço do diesel, pressionada pela instabilidade no Oriente Médio e seus impactos no petróleo.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, os motoristas aguardam a formalização das medidas anunciadas pelo governo antes de decidirem sobre uma possível greve.
Disse ainda que a decisão final será tomada em assembleia nacional marcada para esta quinta, 19, às 16h, em Santos, São Paulo.

