Por Gabriella Ianelli
Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador remete à luta histórica por melhores condições de trabalho. A data tem origem em protestos de trabalhadores nos Estados Unidos, no final do século XIX.
No Brasil, a celebração passou a ocorrer informalmente no início do século XX e tornou-se oficial durante o governo de Artur Bernardes. Posteriormente, foi amplamente explorada durante a Era Vargas. Atualmente, ela é feriado nacional por determinação de uma lei de 2002.
O movimento que deu origem ao 1º de maio
Em 1886, trabalhadores lutavam por valorização e por melhores condições de trabalho. Na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, eles decidiram iniciar um movimento em defesa da redução da jornada para oito horas.
A realidade dos trabalhadores era duríssima, e o comum era que as jornadas fossem de 12 horas por dia. Para garantir a redução do extenuante expediente, os trabalhadores da cidade norte-americana organizaram uma greve para o 1º de maio de 1886.Estimativas apontam que a greve geral puxada pelos trabalhadores de Chicago mobilizou 340 mil trabalhadores por todos os Estados Unidos.
A paralisação durou algum tempo, período em que foram registrados incidentes contra trabalhadores em greve. No dia 3 de maio, alguns deles foram mortos por policiais, e, no dia seguinte, milhares se reuniram na Praça Haymarket para protestar. O protesto, que deveria ser pacífico, tornou-se um grande massacre promovido pela polícia norte-americana.
Tudo começou quando uma bomba explodiu perto de alguns policiais, causando a morte de sete deles e de quatro civis. Em seguida, os policiais presentes na praça deram início a uma violenta repressão que resultou na prisão de muitos trabalhadores. Estima-se também que mais de 100 trabalhadores ficaram feridos. Ninguém sabe quem lançou a bomba, mas algumas interpretações históricas sugerem que membros da própria polícia podem ter tomado a atitude para justificar a violência contra os trabalhadores.
De toda forma, o dia 1º de maio se popularizou como Dia do Trabalhador em referência à greve geral organizada em Chicago. O movimento passou a ser homenageado por grupos socialistas, que procuravam lembrar a luta dos trabalhadores. A data se consolidou em 1919, quando a França alterou a jornada diária para oito horas e transformou o 1º de maio em feriado. No ano seguinte, a União Soviética também passou a celebrar essa data.
Mais de um século depois, o 1º de maio segue como símbolo da luta por direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho em diversos países.

