Por: Gabriela Ianelli
Tradicionalmente realizada no primeiro sábado de abril, a Caminhada da Inclusão chega à terceira edição e se consolida como um momento de resistência e conscientização em Atibaia.
A primeira caminhada, realizada em 2024, contou com mais de 350 pessoas, o que, para a idealizadora do projeto, foi uma surpresa. Desde a primeira edição, a iniciativa se mantém ativa e deve continuar nos próximos anos.
Sobre o TEA Atibaia
Fundado por Cássia Nascimento, o projeto é uma associação voltada a pessoas autistas e pessoas com deficiência (PCDs), que surgiu a partir das dificuldades enfrentadas por ela no acesso a direitos básicos após o diagnóstico do filho.
“Através dessa dificuldade, comecei a conhecer outras mães que tinham as mesmas dores que eu. O TEA (Transtorno do Espectro Autista) Atibaia começou com um grupo de seis mães e hoje já reúne cerca de 450 pessoas, entre familiares, profissionais da saúde, educação e apoiadores”, conta.
A fundadora destaca que a caminhada vai além de um momento simbólico e busca dar visibilidade às demandas da comunidade.
“A gente precisa de mais intervenção precoce, mais terapias e mais diálogo com o poder público, tanto com o Legislativo quanto com o Executivo, para que essa comunidade tenha mais voz e ferramentas para cobrar o que falta, porque ainda falta muita coisa”, afirma.
Cássia também reforça que, apesar da mobilização chamar atenção nas ruas, a realidade enfrentada pelas famílias ainda é desafiadora.
“Muita gente vê a caminhada e acha bonito, mas o nosso dia a dia é dolorido. Por isso, esses momentos são importantes para mostrar o que pode ser feito. Às vezes, são ações simples, como uma caminhada ou o acesso a atividades adaptadas, como sessões de cinema inclusivas”, completa.

