As fortes chuvas que caíram sobre as cidades da Grande São Paulo nos últimos dias interromperam o ciclo de queda dos mananciais que abastecem a região.
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que chegou a cair para 27,7% de sua capacidade, subiu para 33,5% nesta terça-feira (27). O sistema Cantareira, cujas represas representam 40% do volume total do SIM, que operava perto dos 19%, também apresentou leve recuperação e subiu para 21,6%.
Apesar do retorno das chuvas e da melhora no nível das represas, o Governo de São Paulo alerta para a necessidade do uso consciente da água, uma vez que os atuais níveis do sistema continuam sendo considerados críticos e as ondas de calor têm aumentado o consumo de água em até 60%.
“O uso consciente de água deve fazer parte da rotina das famílias, principalmente neste período de escassez, lembrando que a ação de cada um tem impacto na preservação do nível das represas responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. As represas voltaram a subir, mas os esforços pela economia não podem parar”, disse a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
A gestão da água dos mananciais utilizada para abastecimento da população ganhou um modelo integrado de monitoramento em São Paulo. Desde outubro, o Governo de São Paulo adota o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que acompanha como está o nível dos sete sistemas que produzem água para a Região Metropolitana de São Paulo, permitindo a tomada de decisões como, por exemplo, a redução de pressão noturna em períodos com baixo volume de água.
Investimentos e universalização
O Marco Legal do Saneamento determinou que o acesso à água tratada deve ser garantido para 99% da população e o tratamento de esgoto para 90% em todo o país até 2033. Com a desestatização promovida pelo Governo de São Paulo, a Sabesp assumiu o compromisso de antecipar esses indicadores em quatro anos, para 2029, no estado de São Paulo. A empresa tem previsão de investir R$ 70 bilhões no período para que a meta seja alcançada.
“A privatização que realizamos em 2024 está permitindo tornar mais rápida a execução dos investimentos. Isso coloca São Paulo na direção certa do desenvolvimento sustentável, de mais água na torneira da casa das pessoas, de mais segurança hídrica para os paulistas”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
Com informações da Agência SP

