Os familiares de uma idosa, internada na Santa Casa de Atibaia desde 13 de dezembro de 2024, procuraram novamente a reportagem, neste sábado (4), diante da falta de informações sobre o estado de saúde da paciente.

Caso
No dia 13 de dezembro, a idosa precisou ser internada diante do quadro de saúde que apresentava. No dia seguinte, de acordo com a família, por volta de 21h, a idosa começou a passar mal no quarto e teve uma parada respiratória.

A neta então ficou desesperada e começou a gritar para que socorressem sua avó, sendo encaminhada para a emergência e informado posteriormente que havia sofrido uma parada respiratória.

Ainda segundo a neta, a idosa permaneceu internada na emergência da Santa Casa, porém, nesta quarta-feira (1º), durante o horário de visita, os familiares não tiveram informações onde ela se encontrava. “Meus tios encontraram minha avó no meio do corredor. O médico então acolheu ela novamente na emergência. Conversamos com o médico que nos falou que não tinha entendido o porquê ela havia descido, que era para a gente vir conversar com o diretor da Santa Casa na manhã do dia 2 de janeiro. Nós viemos na Santa Casa na quinta-feira (2) às 7h e ficamos até às 9h30, mas não tinha ninguém. Nos falaram que era para voltarmos na segunda-feira (6). Minha avó não está mais ativa como estava antes de tudo isso acontecer. Eu e minha família queremos uma resposta da direção da Santa Casa para saber o que tá acontecendo com a minha avó”, questiona.

Notas 
A reportagem acompanha o caso da idosa desde o dia 15 de dezembro. Na época, diante de uma possível transferência para um hospital da região por ser um caso de alta complexidade, em nota ao jornal g8, no dia 16 de dezembro, a Secretaria de Saúde do Estado (SES) disse que “a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informa que não há encaminhamento ou pendência em nome da paciente XXXXX na regulação estadual”.

A reportagem então procurou a Prefeitura de Atibaia para esclarecimentos. Em nota enviada ao jornal g8, no dia 17 de dezembro, a Prefeitura esclareceu que o Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo é organizado por regiões de Saúde. “Atibaia está na Região Bragantina, que é referenciado pelo HUSF e pela Unicamp. A Santa Casa de Atibaia incluiu a paciente XXXXX na fila de regulação, tendo a vaga negada pelo HUSF por quatro vezes, no dia 15 de dezembro (à 01h58, às 03h25, às 05h14 e às 08h13). Por esta razão o nome da paciente não aparece como pendente, como informou o Estado, pois a vaga já foi negada”.

Ainda na mesma nota, de 17 de dezembro, a Prefeitura informou que, “após isso, a Santa Casa de Atibaia realizou novos exames na paciente, que continua na sala de emergência da unidade, sedada, com pequena melhora e quadro clínico estável. A Prefeitura de Atibaia reforça que não está medindo esforços para atender a paciente da melhor forma possível e que, no momento, a mesma não necessita de transferência, até porque a vaga pode ser negada novamente pela estabilidade da paciente e pela justificativa da unidade ter condições de atender. Caso haja piora no quadro, a Santa Casa de Atibaia vai tentar incluí-la novamente na regulação”, finaliza.

Novos questionamentos
Diante de novas reclamações da família à reportagem, sobre a situação da idosa, no dia 31 de dezembro, em nota, a Prefeitura informou que “no mesmo dia, pela manhã, a Ouvidoria já acolheu a queixa e encaminhou para os envolvidos. Igualmente, se colocou à disposição para conversar pessoalmente com ela às 14h30, horário em que vem para a visita obter o boletim médico”, finaliza.

Neste sábado (4), após a família procurar a reportagem, diante da falta de informações da Santa Casa sobre o estado de saúde da idosa, foi feita a entrevista com a neta da paciente. Veja abaixo.

A reportagem questionou a Comunicação da Prefeitura de Atibaia sobre o caso, na manhã de hoje, dia 5 de janeiro, por e-mail, e aguarda um posicionamento.

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Márcio Costa, jornalista e radialista, inicia sua carreira em 1983 como locutor noticiarista em Sorocaba. Em Atibaia, em 1988, implanta um formato inovador na FM local com entrevistas e transmissões ao vivo. Em São Paulo, atuou em rádio e televisão por mais de 25 anos. Em 2015, cria o jornal g8.